<font color=0094E0 size=+1>• </font>Manipulações
A falta de credibilidade é um dos pecados mortais de que enferma o Orçamento de Estado para 2004. Convicto disso está o PCP, para quem os cenários apresentados por Manuela Ferreira Leite são, para além de irrealistas, escandalosamente manipulados ao jeito do Governo, a exemplo, aliás, do que sucedeu no orçamento para o ano em curso.
O crescimento apresentado para o PIB (0,5 % – 1,5 %) assenta sobretudo no investimento privado (FBCF) e nas exportações. Quanto ao primeiro, como salientou Lino de Carvalho, o crescimento de 2% (ponto médio) previsto no OE de 2003 virou ao fim do ano em queda (negativa) cifrada em 7% (-8% / -6%). «E, de repente, qual golpe de mágica, o Governo vem dizer-nos que em 2004 teremos um crescimento do investimento de 2,5%», ironizou o deputado comunista, que vê com igual cepticismo as previsões quanto às exportações.
O Governo previa em 2003 um crescimento de 6%, que, afinal, vai ficar pela metade. E para 2004 apresenta um incremento de quase o dobro, quando, como foi salientado, nada faz prever tal subida.
Empoladas propositadamente são também as expectativas de receitas fiscais em 2003, o que sucede, no entender do PCP, para dar alguma credibilidade às projecções apresentadas para 2004.
O mesmo se passa com a taxa de inflação. Os 2,5% anunciados para 2003 vão, afinal, no fim do ano, traduzir-se numa taxa da ordem dos 3,4 %. Um erro de cálculo que parece não incomodar o Executivo, que, agora, como por magia, vem dizer – sem no entanto explicar como - que a inflação vai descer em quase 50%.
Para o PCP, as razões que levam o Governo de direita a apresentar um Orçamento manipulado são claras e visam dois objectivos: o primeiro, obter um valor artificial do deficit (com recurso a múltiplas receitas extraordinárias de venda de património e cedência de créditos) que lhe permita apresentar-se em Bruxelas como bom aluno; o segundo, através de uma previsão da taxa de inflação mais baixa do que o efectivamente esperado, conseguir condicionar baixando as expectativas, os aumentos salariais dos trabalhadores da Administração Pública, e, por via disso, os salários no sector privado.
O crescimento apresentado para o PIB (0,5 % – 1,5 %) assenta sobretudo no investimento privado (FBCF) e nas exportações. Quanto ao primeiro, como salientou Lino de Carvalho, o crescimento de 2% (ponto médio) previsto no OE de 2003 virou ao fim do ano em queda (negativa) cifrada em 7% (-8% / -6%). «E, de repente, qual golpe de mágica, o Governo vem dizer-nos que em 2004 teremos um crescimento do investimento de 2,5%», ironizou o deputado comunista, que vê com igual cepticismo as previsões quanto às exportações.
O Governo previa em 2003 um crescimento de 6%, que, afinal, vai ficar pela metade. E para 2004 apresenta um incremento de quase o dobro, quando, como foi salientado, nada faz prever tal subida.
Empoladas propositadamente são também as expectativas de receitas fiscais em 2003, o que sucede, no entender do PCP, para dar alguma credibilidade às projecções apresentadas para 2004.
O mesmo se passa com a taxa de inflação. Os 2,5% anunciados para 2003 vão, afinal, no fim do ano, traduzir-se numa taxa da ordem dos 3,4 %. Um erro de cálculo que parece não incomodar o Executivo, que, agora, como por magia, vem dizer – sem no entanto explicar como - que a inflação vai descer em quase 50%.
Para o PCP, as razões que levam o Governo de direita a apresentar um Orçamento manipulado são claras e visam dois objectivos: o primeiro, obter um valor artificial do deficit (com recurso a múltiplas receitas extraordinárias de venda de património e cedência de créditos) que lhe permita apresentar-se em Bruxelas como bom aluno; o segundo, através de uma previsão da taxa de inflação mais baixa do que o efectivamente esperado, conseguir condicionar baixando as expectativas, os aumentos salariais dos trabalhadores da Administração Pública, e, por via disso, os salários no sector privado.